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A piada de Rachel Bilson sobre Instagram aos 35 é a regra mais afiada da geração Y2K

Bilson mantém a filha de 12 anos longe das redes sociais com uma piada, e achamos que quem viveu sob os holofotes dá os melhores porteiros.

Publicado
29 de outubro de 2026
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O que acontece quando a pessoa que deixou o início dos anos 2000 descolado cresce e vira a mãe que diz não? Pelo visto, ela faz uma piada, mantém a posição e deixa os aplicativos esperarem.

Rachel Bilson, para sempre a Summer Roberts de The O.C., está criando uma filha, Briar Rose, que faz 12 anos hoje. Perguntada sobre redes sociais, a resposta dela, como o Yahoo relata na entrevista, é: "Você pode ter Instagram aos 35." Ela acrescenta que a infância é "a coisa mais preciosa que você quer proteger a qualquer custo". Mas ela não está construindo um bunker. O iPad, que por muito tempo era só para viagens de avião, agora começa a aparecer, já que Briar está no sexto ano, e Bilson diz acreditar em "dar o suficiente, mas com limites".

A piada faz um trabalho de verdade

"Instagram aos 35" é engraçado e também é uma tática de negociação. Um número absurdo encerra a barganha antes de ela começar. Ninguém discute se 13 ou 14 anos é a idade certa quando a resposta oficial é uma piada. Suspeitamos que muitos pais gostariam de ter essa frase na ponta da língua.

Elapega também por causa de quem a diz. O trabalho de Bilson envolve ser vista. A entrevista descreve alguém que manteve boa parte do cotidiano fora de quadro e que parece mais feliz com tricô, camisolas e meias quentinhas. É o oposto do estereótipo do pai ou da mãe famosos que tratam o filho como conteúdo. O objetivo declarado dela é que a filha cresça sem tudo o que vem com a visibilidade dos pais. Pense o que quiser da fama, é uma posição coerente.

A primeira geração a ser observada é a primeira a dizer chega

Essa é a nossa tese: quem amadureceu quando a internet virou um palco costuma ser o pai ou a mãe mais protetor, porque sabe quanto esse palco custa. Bilson não é uma influenciadora da Geração Z que aprendeu na marra; ela é do tempo em que ser observado era quase exclusividade das estrelas de TV. Agora todo mundo está nesse palco, e ela viu a atenção por dentro. O relato dela sobre como cria a filha chama atenção: ela se define como alguém que, por natureza, quer agradar a todos, mas diz que, pela filha, "não tem problema nenhum em enfrentar qualquer coisa".

Essa é a parte que vale copiar. O difícil de dizer não não é a regra. É aguentar os olhos revirados, e muitos adultos que têm dificuldade com conflito no trabalho descobrem que podem ser inflexíveis quando há uma criança envolvida.

Repare também que nada na abordagem dela é pânico. Ela fala em ensinar a filha a relacionar a grosseria ao comportamento, e não à personalidade de alguém, e na opção de se afastar de quem não é gentil. É a versão offline do que o botão de bloquear de um aplicativo promete, só que ensinada antes de o aplicativo chegar. Na nossa visão, o adiamento ganha tempo justamente para esse tipo de treino.

Os pais não deveriam ser a única linha de defesa

A regra de Bilson provavelmente funciona em parte porque ela pode pagar pela distância: ela diz que vivem "um pouco afastados" de tudo isso. A maioria das famílias não consegue ficar de fora com tanta facilidade quando todos os colegas de classe estão online. Por isso o debate político importa. Em um comunicado em resposta ao 60 Minutes, da CBS, sobre as restrições a menores de 16 anos na Austrália, a fundadora da Safe on Social, Kirra Pendergast, argumenta que a lei coloca o ônus nas plataformas, e não nas crianças ou nos pais. Ela também cita dados de que, nos primeiros três meses, o número de jovens de 10 a 15 anos com pelo menos uma conta em plataforma restrita caiu cerca de um quinto, enquanto metade dos menores de 16 que mantiveram as contas disse que nunca foi solicitada a confirmar a idade. É o relato de uma defensora da causa, e a fiscalização parece irregular, mas ele ilustra a questão: uma regra em casa é forte, uma regra compartilhada é mais forte.

Há risco de exagerar na correção? Provavelmente. Alguns comentaristas argumentam que as proibições podem até ser prejudiciais, e suspeitamos que uma criança totalmente excluída pode simplesmente encontrar a porta dos fundos. O modelo de Bilson, que afrouxa as rédeas e dá acesso gradual com limites, parece mais realista do que um muro rígido seguido de liberdade total aos 16.

Veredicto

Copie a piada, mantenha a essência. Escolha uma idade que soe ridícula, negocie com calma uma idade sensata quando chegar a hora e use os anos no meio para ensinar as crianças a lidar com gente grosseira. A geração que um dia definiu o que era descolado agora mostra que a jogada mais descolada de criação pode ser um não firme e bem-humorado.

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