Lewis Hamilton conquistou os filhos de Kim Kardashian, e a história é arrumadinha demais
Um golden retriever chamado Halo mostra que o caminho mais esperto para namorar um pai ou mãe famoso passa pelos filhos. Mas um romance baseado em fontes anônimas merece uma sobrancelha erguida.
Foto: Ashley Graham / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
Qual é o melhor grande gesto do romance famoso moderno? Não é um diamante, um outdoor nem um jatinho. É um golden retriever entregue a quatro crianças e depois mencionado num painel com a imprensa de um jeito que faz parecer que ninguém planejou.
Veja o que aconteceu. Em um painel em Austin, antes do Grande Prêmio dos Estados Unidos, Lewis Hamilton, de 41 anos, falou sobre os filhos de Kim Kardashian. Segundo o E! News, ele disse: "Os filhos da minha namorada, eu adoro passar tempo com eles. Ela tem quatro, então eu acabo brincando com essas crianças." E acrescentou: "Dei um cachorro a eles este ano. A Halo é um membro dessa família." Dias depois, Kardashian postou uma foto da filha Chicago, de 8 anos, agarradinha ao cachorro.
Depois veio a continuação. Segundo a Elle, citando a People, uma pessoa próxima disse que "um grande motivo para Kim se apaixonar por ele foi o quanto ele foi carinhoso e atencioso com os filhos dela desde o começo". Com cerca de oito meses de relacionamento, o romance já tem seu mito de origem.
As crianças são o teste de verdade
Acreditamos que o instinto por trás de tudo está certo, seja qual for a assessoria em volta. Quando um dos parceiros tem quatro filhos, North, Saint, Chicago e Psalm, a relação não é um dueto. É uma votação familiar. Quem encanta o adulto e ignora as crianças faz uma campanha curta. Quem aparece para as crianças passa um sinal que um anel não passa: o de que entende a descrição do cargo.
Por isso o cachorro funciona como símbolo. Não é um brinquedo que acaba esquecido no armário. É um compromisso de longo prazo, meio inconveniente, que vira parte fixa da família. Hamilton chama a Halo de "um membro dessa família", e esse é justamente o tipo de frase que soa como declaração de intenções. Quer ele tenha pretendido isso ou não, é a linguagem de quem pretende ficar.
A outra afirmação da fonte segue o mesmo padrão: a de que ele "entende como é importante para Kim ser uma ótima mãe". Na nossa avaliação, essa é a percepção estratégica discreta. Num romance de celebridades, o parceiro que facilita a maternidade da estrela ganha mais do que aquele que rende a melhor manchete.
Mas repare em quem está contando a história
Agora, a parte cética. A narrativa de que ela "se apaixonou por causa das crianças" vem de uma fonte sem nome falando com uma revista. Isso não é prova do que Kardashian sente. É um relato lisonjeiro, entregue pelo canal mais tradicional da gestão de imagem de celebridades. Pode ser verdadeiro. Também é exatamente o que um relato favorável pareceria de qualquer maneira.
Tem ainda a coreografia. O comentário de Hamilton veio num evento público com a imprensa. O cachorro já tinha aparecido nas fotos de férias de julho de Kardashian, então a "revelação" foi, na prática, a confirmação de algo que os fãs poderiam ter deduzido. E o carrossel mais recente dela no Instagram, com a legenda "a little bit of life", abria com a foto do cachorro e também tocava na turnê de divulgação de All's Fair. Não estamos dizendo que algo foi armado. Estamos dizendo que um filhote fofo é o conteúdo perfeito, e que provavelmente todos os envolvidos têm um projeto para divulgar ou uma imagem para polir.
O que chama atenção é o contraste com a postura da própria Kardashian. Em entrevista ao The Times publicada em 3 de outubro, ela recusou educadamente comentar sobre Hamilton: "Da forma mais respeitosa possível", disse, "prefiro não falar." Ou seja, sobre esse assunto a própria estrela escolheu não narrar o romance, enquanto as vozes anônimas o narram com facilidade.
O presente e a marca podem ser reais
Trate o presente como uma boa ideia e a história em volta dele como uma boa marca. As duas coisas podem ser verdade. Cortejar a família em vez das câmeras é esperto, e provavelmente genuíno, já que crianças são famosamente difíceis de enganar. Mas a versão polida dos fatos, em que cada gesto foi atencioso "desde o começo", é o tipo de trajetória arrumadinha que relacionamentos reais raramente seguem.
Nosso veredito: aplauda o cachorro, desconfie do roteiro. Se você vai tirar conselhos de namoro daqui, fique com a primeira parte. Apareça para as pessoas pelas quais o seu parceiro já é responsável. E, se estiver lendo as fofocas, lembre-se de que o detalhe mais crível é aquele que ninguém precisou sussurrar de forma anônima: um golden retriever chamado Halo, fotografado com uma criança que parece encantada por tê-lo.
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